| Enade não será mais só para sorteados |
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De acordo com Reynaldo Fernandes, presidente do Inep - Instituto do Ministério da Educação que realiza a prova-, a mudança era uma reivindicação das universidades e está sendo feita para dar mais "credibilidade" ao exame. Ele aponta também que a universalização diminui a margem de erro na nota de cada instituição. Rechaça, porém, que a amostragem trouxesse distorções significativas. A universidade participava do Provão, avaliação universal criada no governo FHC e substituída pelo Enade. Por ser estadual, a USP não é obrigada a aderir a uma avaliação do MEC. A Unicamp também não participa. Segundo o presidente do Inep, o maior entrave à universalização do Enade era o custo, cerca de 30% maior em relação ao do exame por amostragem. A prova avalia calouros e formandos de um terço das áreas de conhecimento, a cada ano. Neste ano, alunos dos cursos de arquitetura, biologia, ciências sociais, computação, engenharia, filosofia, física, geografia, história, letras, matemática, pedagogia e química fizeram a prova. O custo foi de R$ 25 milhões, com uma amostra de aproximadamente 60% dos estudantes de ensino superior. Em 2009, serão examinadas as áreas de administração, arquivologia, biblioteconomia, biomedicina, ciências contábeis e econômicas, comunicação, design, direito, formação de professores, música, psicologia, secretariado, teatro e turismo. Os gastos deverão ser ainda maiores, segundo Fernandes, devido ao grande número de cursos de direito e de administração. Fonte: Folha de São Paulo
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